Está escrito na lata, abaixo do nome: Fleur de Sel. É a decisão mais discutida do produto e a menos explicada. Vamos explicar.
O que é flor de sal
Em salinas, a água do mar evapora lentamente em tanques rasos. Quando o vento e o sol acertam o ponto, forma-se na superfície uma crosta fina de cristais — uma película que flutua antes de afundar.
Essa camada de cima é a flor de sal. Ela é recolhida à mão, com pá, na superfície, e só naquele momento. O sal comum vem do fundo do tanque, raspado depois, em volume.
Mesma água. Origens diferentes dentro do mesmo tanque.
Por que isso importa aqui
A flor de sal não é sal refinado. Ela não passa pelo processo que padroniza o sal de mesa e o reduz a uma coisa só. O cristal chega mais leve, mais irregular, e leva consigo o que estava naquela água.
A Tempo é uma soda com adição de sais minerais. A escolha da origem do sal não é detalhe de rótulo — é o que define o caráter do que você bebe.
A colheita é o argumento
Há algo de coerente em uma marca sobre tempo escolher um ingrediente que não pode ser apressado. A flor de sal depende do sol certo, do vento certo, da hora certa. Não existe versão acelerada dela.
Se apressar, não se forma. Se raspar do fundo, é outra coisa.
É mais caro, dá mais trabalho e rende menos. Continuamos preferindo.
O que ela não é
Flor de sal não é remédio nem promessa. É um ingrediente escolhido com critério, numa bebida feita para acompanhar quem treina.
Nossa parte é ser específica sobre o que colocamos na lata. O resto é conversa de marketing, e disso o mercado já tem bastante.

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